sábado, 2 de agosto de 2008
Leis ou meras ilusões?
E nos leva a outro questionamento: o que adiantar fazer e aprovar leis, se não há como aplicá-las, como fiscalizá-las. Como dizia o meu avô, “querem fazer a gente de besta”. Esta é a impressão que fica: “Olha, vamos criar essa lei, mostrar para o povo que vai favorecê-lo e depois a gente esquece, deixa pra lá. Depois de um tempo, ninguém vai lembrar mais”.
No fundo, todas elas têm boas intenções – eu acho – mas acabam não trazendo o benefício tão propagado para o povo. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou este ano a maioridade. Por ele, o público infanto-juvenil tem direito a casa, comida, saúde e educação – direitos básicos de todo cidadão – mas andando pela ruas, é fácil ver o quanto estamos longe da tal realidade preconizada pelo documento.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é amplo e irrestrito para todos os brasileiros, tenham ou não planos particulares, mas me causa choque ouvir que o SUS não cobre este ou aquele procedimento. E aí, quem não tem condições de pagar, o que faz? Morre à mingua?....
Quer ver outro exemplo? Por lei, é proibido colocar nomes de pessoas vivas em ruas, logradouros e prédios públicos. Mas é o que mais vemos por todo o Estado. Se não há como fiscalizar, para quê então criar leis? Será que é para dizer apenas que os parlamentares, eleitos pelo povo para representá-lo, estão trabalhando? E cadê a moralidade?
Mas como a frase que ganhou status de celebridade e define bem a alma do povo deste nosso país imenso, “Eu sou brasileiro. Não desisto nunca”.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Ser resiliente
A mesma coisa acontece quando nos deparamos com um problema. Não adianta cair em desespero, pois isso não trará uma solução. O melhor é respirar fundo, analisar a situação e ver quais as saídas que existem. Quer ver um exemplo: outro dia pensei que tivesse perdido o aparelho móvel que uso nos dentes superiores. Procurei por toda bolsa e nada. Já havia me conformado que iria ter que pagar para fazer outro e pronto. No dia seguinte eu o encontrei, dentro do único bolso da minha ‘nada grande’ bolsa onde não havia procurado.
E por aí vai. Os exemplos são muitos e fazem parte do nosso dia-a-dia. No trabalho mesmo, existem momentos que parece que o mundo vai desabar, que não vai dar tempo de fazer tudo o que temos e qual não é a surpresa que, a final de mais um dia, tudo deu certo, mesmo que com um pouco mais de trabalho, gastando a nossa energia mais que o habitual. Mas no final, se pararmos para fazer uma análise, com certeza alguma coisa de bom tiramos e aprendemos nestes dias de turbulência.
Esse poder de conseguir levar adiante o dia, mesmo com todas as adversidades e intempéries, recebe o nome de resiliência. Originária do latim “resilio”, que significa voltar ao estado natural. O conceito de resiliência para as ciências humanas é “a capacidade de um indivíduo em possuir uma conduta sã num ambiente insano, ou seja, a capacidade do indivíduo sobrepor-se e construir-se positivamente frente às adversidades”.
Que tal experimentar essa prática. Para as mulheres então, ela pode ser bastante proveitosa. Além do trabalho, tem casa, tem filhos e por mais que tenha empregada, o marido ajude, os filhos colaborem, sempre têm coisas que só a mulher sabe fazer, tem o seu toque especial. Sejamos então, resilientes!
terça-feira, 22 de julho de 2008
Quando o tiro sai pela culatra
Há algum tempo o governo federal deflagrou uma verdadeira guerra contra as armas. Batizada de Campanha de Desarmamento, o projeto foi retomado no início deste ano, com o objetivo de reduzir as mortes por armas de fogo no país. O foco principal é arrecadar as armas da população. De acordo com dados da pesquisa "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", realizada pela Ritla (Rede de Informação Tecnológica Latino Americana), os números de mortes no país ainda são elevados. O estudo mostrou também que a violência invadiu os municípios do interior.
O último deles aconteceu na tarde do dia 18 deste mês, na localidade Ilha do Ouro, em Porto da Folha. Uma criança de seis anos conseguir alcançar a espingarda do pai e brincando matou a irmã de quatro anos, enquanto os pais trabalhavam.
Acompanhando as tragédias que acontecem no dia-a-dia, reforço ainda mais o meu ponto de vista de que arma em casa pode acabar causando mais uma, engrossando as estatísticas. A dor de uma família que passa por uma situação como as acima citadas é dupla: enfrentar a morte de uma criança e saber que ela poderia ser evitada, se não houvesse arma em casa ou ainda se a mesma estivesse guardada, longe do alcance dos pequenos.
Para ser contra a violência, é preciso começar a ter atitudes em casa. A minha é não ter arma, nem mesmo de brinquedo.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Lei Seca: um cirurgião pode beber antes de operar?
Os apelos e reações são os mais diversos. Mas quem já teve um parente, um amigo que morreu vítima de acidente ou atropelamento, porque "o motorista" estava embriagado, bem entende a importância da Lei Seca.
Bem traduzida, ela foi pelo médico imagenologista André Luiz Passos. Recentemente, durante entrevista numa emissora de TV fechada, ele foi indagado pelo apresentador sobre o que achava da Lei Seca. Ele respondeu com outra pergunta: - Quantos copos de cerveja um médico pode ingerir, sem problemas, antes de entrar numa sala para fazer cirurgia?
A resposta-pergunta dele fica para análise. Afinal, quem confiaria em um médico que bebeu antes de entrar numa cirurgia? Você submeteria um filho, pai, mãe, irmão ou outro parente qualquer, a um procedimento cirúrgico com um médico nestas condições?
A partir deste, podemos fazer outros questionamentos, tipo "Um pai contrataria um transporte escolar para seu filho, se soubesse que o motorista do mesmo tem o hábito de tomar uma geladinha, antes de fazer o transporte?
A lei é rigorosa e bastante genérica. Realmente não dá para fazer uma lei, analisando caso a caso. Alguns motoristas bebem e conseguem voltar para casa, com velocidade controlada. Mas existem os afoitos, que se tornam verdadeiros "valentões" à medida que ingerem mais e mais bebida alcoólica. E esses são os que provocam estragos, nem sempre fatais para ele, mas que deixam sérias mutilações e levam a óbitos pessoas inocentes. E o arrependimento não traz ninguém de volta à vida.